Desempenho das ações nas crises

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Ações em crises: quais resistem melhor e o que esperar do mercado

Neste artigo você vai entender:

  • quais ações resistem melhor em crises
  • por que isso acontece
  • como aplicar isso hoje

Com a probabilidade crescente de uma nova crise global nos próximos meses, impulsionada principalmente pelos conflitos no Oriente Médio e seus impactos no preço do petróleo, torna-se cada vez mais relevante entender como determinadas ações se comportam em cenários adversos.

Em análises recentes, já exploramos como identificar ações negociadas a múltiplos mais baixos e também como se proteger da queda da bolsa. Neste conteúdo, o foco será entender quais empresas tendem a apresentar maior resiliência em momentos de crise e quais fatores explicam esse comportamento.

 

O que podemos aprender com crises anteriores ?

Para entender melhor o comportamento do mercado, analisamos três períodos relevantes:

  • Crise financeira global de 2008
  • Crise econômica brasileira de 2015 e 2016
  • Crise da pandemia em 2020

Cada uma dessas crises teve origens diferentes, mas todas provocaram forte volatilidade na bolsa e impactos relevantes na economia.

Crise financeira de 2008

A crise de 2008, conhecida como crise do subprime, teve origem no mercado imobiliário dos Estados Unidos, após o aumento excessivo da concessão de crédito de alto risco.

Com o aumento da inadimplência, o sistema financeiro entrou em colapso, gerando forte impacto global e levando a quedas expressivas nos mercados.

Crise brasileira de 2015 e 2016

A crise doméstica foi marcada por desequilíbrios fiscais, aumento da inflação, instabilidade política e queda no preço das commodities.

Esses fatores contribuíram para uma forte deterioração da economia, afetando diretamente o desempenho das empresas listadas na bolsa.

Crise da pandemia em 2020

A pandemia provocou uma desaceleração econômica global sem precedentes, levando governos a adotarem medidas de estímulo fiscal e monetário em larga escala.

Apesar da forte queda inicial, algumas empresas conseguiram apresentar maior resiliência, reforçando a importância da análise de fundamentos.

Quais ações se destacaram nas crises?

Ao analisar o desempenho das ações nesses períodos, observamos que algumas empresas conseguiram performar melhor que o próprio Ibovespa, mesmo em cenários adversos.

Entre elas, destacam-se companhias como:

Essas empresas apresentaram desempenho superior na média das crises analisadas, evidenciando características importantes em termos de resiliência.

O que essas empresas têm em comum ?

A análise dos dados mostra que alguns fatores foram determinantes para o melhor desempenho dessas ações:

Rentabilidade consistente (ROE)

Empresas com ROE estável ou crescente tendem a apresentar melhor desempenho, mesmo em momentos de crise.

Setores resilientes

Companhias do setor elétrico e de telecomunicações se destacam por possuir receitas mais previsíveis e menor sensibilidade ao ciclo econômico.

Atuação em serviços essenciais

Empresas ligadas a necessidades básicas tendem a sofrer menos em períodos adversos.

Baixo nível de endividamento

Uma estrutura de capital equilibrada contribui para maior estabilidade em momentos de estresse econômico.

 

O que esperar para o cenário atual ?

Diante do atual contexto global, marcado por tensões geopolíticas, pressão inflacionária e incertezas econômicas, a volatilidade tende a permanecer elevada.

No Brasil, fatores como política fiscal, trajetória dos juros e cenário político também devem influenciar o comportamento da bolsa.

Nesse ambiente, a busca por empresas mais resilientes tende a ganhar ainda mais relevância.

 

Onde estão as oportunidades ?

Com base nos critérios analisados, algumas empresas se destacam atualmente por apresentar características semelhantes às que performaram melhor em crises anteriores.

Entre elas:

Unifique (FIQE3)

Empresa do setor de telecomunicações, com forte crescimento, atuação regional consolidada e indicadores de rentabilidade elevados.

ISA Energia Brasil (ISAE4)

Companhia do setor de transmissão de energia, com receitas previsíveis e baixa exposição às variações econômicas de curto prazo.

 

Como aplicar isso na prática ?

Entender quais ações são mais resilientes é apenas parte da estratégia.

Para o investidor, é fundamental combinar esse conhecimento com uma boa gestão de risco, incluindo:

  • diversificação da carteira
  • análise de fundamentos
  • estratégias de proteção

Inclusive, esse tema foi aprofundado no conteúdo sobre como se proteger da queda da bolsa, que complementa essa análise ao abordar formas de preservar capital em momentos de maior volatilidade.

 

Conclusão

Crises fazem parte do ciclo do mercado, mas também trazem oportunidades para investidores preparados.

A análise histórica mostra que empresas com fundamentos sólidos, atuação em setores resilientes e boa gestão financeira tendem a atravessar melhor esses períodos.

Mais do que tentar prever crises, o investidor deve estar preparado para elas — e isso começa pela escolha dos ativos certos.

Disclaimer:

Este relatório foi elaborado de forma autônoma  pelo analista Caio R. Lyra Farme D’Amoed nos termos da Resolução CVM nº20/2021, Art. 3, inc.I, para uso exclusivo de seus assinantes, não podendo ser reproduzido ou distribuído por qualquer pessoa sem expressa autorização dele. As informações, sugestões e opiniões contidas neste relatório tem como objetivo prover informações e sugestões, assim sendo informamos que o retorno e o risco associado de quaisquer decisões de investimento ou desinvestimento tomadas a partir de suas informações e sugestões, são exclusivamente do cliente ou usuário deste relatório. As informações contidas neste relatório são consideradas confiáveis na data de sua publicação. Entretanto, as informações aqui contidas não representam por parte do analista Caio R. Lyra Farme D’Amoed garantia de exatidão das informações prestadas e projeções efetuadas.

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