A Petrobrás é uma petrolífera controlada pelo governo federal que atua de forma integrada na indústria de óleo, gás natural, e energia. A companhia está presente nos segmentos de exploração e produção, refino, logística, comercialização e transporte de petróleo e seus derivados e de gás natural, além de energia elétrica, biocombustíveis e outras fontes renováveis de energia. A empresa está presente em 18 países além do Brasil, tendo atuação nas Américas, Europa, Ásia e África em operações em bacias, refinarias, termelétricas, terminais e oleodutos, gasodutos, fábricas de fertilizantes e novos empreendimentos nas áreas de refino, exploração e produção.
O lado positivo de uma mudança política que poderá vir após as eleições de outubro deste ano provavelmente se materializaria através da queda do risco-país, beneficiando assim o mercado acionário brasileiro em geral, e não somente a Petrobras. Embora um futuro governo possa tomar medidas visando maior eficiência como as alienações ou buscar a racionalização de capex o impacto financeiro provavelmente levaria alguns anos para se materializar.
No entanto o atual conflito no Oriente Médio tende a melhorar a lucratividade da companhia no curto prazo devido a recente escalada de preço do Brent o que deve elevar maior retorno aos acionistas proporcionando assim maiores dividendos.
Além disso, o presente cenário deve ajudar a Petrobrás na redução da sua elevada dívida que gira em torno de R$ 384,0 bilhões proporcionando assim melhora na geração do fluxo de caixa por ora.
Dito isto vamos a análise dos últimos números divulgados:
De 2021 a 2025 a receita da companhia passou de R$ 452,7 bilhões e foi para R$ 497,5 bilhões crescimento bem baixo devido a fatores como: i) normalização do preço do petróleo e; ii) Perda da paridade com o preço internacional após 2023.
O Ebit teve comportamento parecido saindo de R$ 190,5 bilhões (2021) e indo para R$ 197,2 bilhões (2025), pois além dos fatores já destacados houve uma queda no mix com maior participações de exportações a regiões menos rentáveis como Ásia.
Por outro lado, a dívida bruta da Petrobrás apresentou comportamento próximo a estabilidade também em que atingiu R$ 415,8 bilhões em 2025 ante R$ 387,3 bilhões em 2021. Com isso a dívida bruta representa 92,0% do patrimônio líquido da empresa que é considerado um nível alto, mas não preocupante por ora.
Por último o lucro líquido foi para R$ 110,1 bilhões no último exercício (2025) contra R$ 106,7 bilhões (2021) pelos mesmos motivos já citados.
A petrolífera apresentou números próximos da estabilidade nos últimos anos em que apesar da atual escalada do preço do petróleo com a guerra no Oriente Médio temos recomendação de apenas MANUTENÇÃO para as ações da empresa (PETR4), pois acreditamos que com a perda da paridade internacional do preço dos combustíveis após 2023 enquanto o atual governo for o responsável pela gestão da empresa esta continuará tendo dificuldades para repassar o preço do Brent na sua totalidade.
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