A Copasa é uma companhia de saneamento de esgosto e abastecimento de água do estado de Minas Gerais. Atualmente a empresa possui 640 concessões de água e 310 de esgotamento com 632 e 269 respectivamente estando em operação.
A companhia detém 640 concessões de água e 309 concessões de esgoto sendo a mais importante a do município de Belo Horizinte que vence em 2032. A empresa tem 10 concessões que representam aproximadamente 50% da sua receita líquida.
O reajuste nas tarifas com base na inflação e o monopólio nas regiões onde atua com serviço prestado sendo essencial para a população permitem uma alta previsibilidade nos resultados de fluxo de caixa da empresa.
No final de 2025 a companhia contratou a consultoria Ernest & Young e o BTG Pactual para realizar estudos sobre possíveis alternativas para a privatização da companhia.
Entre as alternativas estão a realização de leilão ou follow-on na bolsa como foi feito pela recente privatização da Sabesp.
Vale ressaltar que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, já sancionou lei que permite a privatização da Copasa.
Diante disso a expectativa é de que a conclusão da privatização aconteça ainda no início deste ano sendo o único ponto pendente a conclusão do contrato de renovação da concessão com o município de Belo Horizonte, em que a empresa já comunicou ter chegado a termos iniciais.
Segue abaixo a análise dos seus principais números nos últimos anos:
Entre o acumulado dos últimos 12 meses no 3T25 e 2021 a receita da Copasa passou de R$ 5,9 bilhões para R$ 8,2 bilhões crescimento de 50,0% no período impulsionado por: i) Expansão da base de clientes; ii) Reajustes tarifários autorizados e; iii) Investimentos em infraestrutura e ampliação de rede.
Na mesma base de comparação, o Ebit teve crescimento ainda maior ao sair de R$ 1,1 bilhões para R$ 2,2 bilhões que pode ser explicado por fatores como: i) Melhora da eficiência operacional através da redução de perdas, automação e digitalização dos processos e otimização de contratos e insumos; ii) Avanço da cobertura de esgoto que possui margem mais alta que a água; e iii) Maior diluição dos custos fixos com o crescimento da base.
Por outro lado, a dívida bruta teve forte crescimento ao sair de R$ 4,0 bilhões para R$ 6,6 bilhões em igual base comparativa explicada pelos seguintes motivos; i) Cumprimento do Novo Marco do Saneamento que antecipou os investimentos e; ii) Aumento do custo da dívida devido a alta da selic e inflação durante o período em que parte desta dívida está atrelada a estes dois indicadores. Apesar deste aumento, o nível de endividamento da empresa segue sob controle, já que a dívida bruta equivale a menos que o patrimônio líquido da empresa representando assim 77,0% desta atualmente.
Já o lucro líquido da Copasa saiu de R$ 537,6 milhões (2021) para R$ 1,3 bilhões (acumulado 12 meses 3T25) impulsionado pelo forte crescimento do ebit e da boa gestão da dívida.
Fica evidente que a companhia apresentou números sólidos nos últimos anos. Soma-se a isso a expectativa de privatização da empresa que uma vez ocorrendo deve melhorar o seu nível de lucratividade no médio/longo prazo. Dessa forma e diante dos seus bons fundamentos recomendamos COMPRA para as ações da Copasa (CSMG3).
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Analista Responsável: Caio R. Lyra Farme d’Amoed - CNPI