A Copel – Companhia Paranaense de Energia - é uma das maiores empresas de eletricidade do Brasil, atuando com grande representatividade no estado do Paraná. A Empresa atua nos segmentos de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia.
Com capacidade instalada de 6,9 GW, a Copel atende mais de 5 milhões de unidades consumidoras em 395 municípios, possui 62 usinas próprias (18 hidrelétricas, 1 térmica e 43 eólicas) e tem participação em outros 14 empreendimentos de geração de energia. Além disso, a Empresa conta com 9.685 km de linhas de transmissão e 209.655 km de linhas de distribuição.
Em 2023 a companhia foi privatizada levando - a anunciar os primeiros movimentos de reestruturação como cortes de custo, foco em eficiência e venda de ativos não-core.
Nesse sentido, a Copel já tomou medidas como:
Lançamento de um PDV com orçamento de até R$ 300 milhões para indenizações alcançando assim 1.437 adesões totais.
Venda de pequenas usinas na fase de desinvestimento (primeira etapa R$ 219,5 milhões) como parte da estratégia de “focar em ativos estratégicos e ampliar eficiência operacional.
Além disso, é uma empresa com atuação no estado do Paraná na qual trabalha em toda cadeia produtiva (distribuição, geração e transmissão) de energia elétrica reunindo assim condições ideais para estipular um monopólio o que leva a ter poder de barganha junto a consumidores e fornecedores.
Dito isto vamos a análise dos números dos últimos anos da empresa:
Entre 2020 a 2024 a receita passou de R$ 18,6 bilhões (2020) para R$ 22,6 bilhões (2024) representando assim um crescimento de 21,5% o que equivale a aproximadamente 5,4% ao ano sendo considerado um avanço flat que se deve a maturidade do seu mercado de atuação (estado do Paraná) já que por ser uma concessionária detém o monopólio de atuação no estado na qual tal crescimento vai depender principalmente do reajuste das suas tarifas e do aumento do consumo da população.
Já o Ebit no mesmo período de comparação saiu de R$ 4,3 bilhões (2020) e foi para R$ 3,9 bilhões (2024), ou seja, teve perda de margens que se deve a fatores como: i) menor preço médio de energia vendida pela Copel GeT (geração e transmissão); ii) tarifas reguladas ou tarifas médias de fornecimento caíram ou tiveram reajustes menores; iii) As tarifas da distribuidora não acompanharam integralmente ainflação dos custos operacionais, especialmente energia e pessoal terceirizado e; iv) Em 2020 e 2021, houve ganhos extraordinários — reversões de provisões e receitas financeiras elevadas — que inflaram o EBIT e a margem naquele período.
A dívida bruta na mesma base de comparação foi para R$ 17,2 bilhões (2024) ante R$ 9,9 bilhões (2020), ou seja, boa parte do crescimennto da companhia tem sido financiada com capital de terceiros. No entanto apesar deste aumento, seu nível de endividamento tem permanecido confortável já que a dívida bruta atualmente representa 78% do patrimônio líquido da companhia (abaixo de 100% consideramos confortável).
Com isso o Lucro Líquido registrou redução na qual passou de R$ 3,9 bilhões (2020) e foi para R$ 2,8 bilhões (2024) que pode ser explicado pela queda no ebit e aumento da dívida que levou ao maior pagamento de despesas com juros pressionando assim seu resultado final.
Disclaimer:
Este artigo tem finalidade exclusivamente educacional e informativa. Os comentários sobre a Copel (CPLE6) referem-se à interpretação de demonstrações financeiras, indicadores econômicos e fatos públicos divulgados pela companhia. O conteúdo não representa recomendação de investimento, relatório de análise ou oferta de compra ou venda de valores mobiliários. As decisões de investimento são de responsabilidade exclusiva do investidor.