A Allos é uma das mais importantes administradoras de shoppings centers do Brasil. A empresa é resultado da fusão, em 2019, da Aliansce e da Sonae Sierra Brasil, que depois se uniu à brMalls em 2023, formando a Allos.
Presente em todas as regiões do País, a companhia possui um portfólio composto por 58 shoppings, presentes em 40 municípios, nas cinco regiões do Brasil. Do total, 47 são shoppings próprios e 11 são administrados de terceiros.
Vale destacar que a Aliansce possui uma operação completa, atuando desde o planejamento e desenvolvimento do projeto, até o gerenciamento e operação financeira.
Após a fusão com a BR Malls e a Sonae Sierra Brasil, a Alos (ex- Aliansce) vem demonstrando forte capacidade de gestão em que vem esculpindo seu portfólio através de desinvestimentos em shoppings não core.
Além disso, a empresa vem capturando gradualmente as sinergias com a BR Malls o que pode ser importante olhando a perspectiva de rentabilidade.
Por último a administradora de shoppings tem procurado expandir seu portfólio de ABL (Área Bruta Locável) via expansão e revitalização de shoppings, aprimorar o “mix” de lojistas através da substituição de lojas menos rentáveis ou com menor desempenho por lojistas com melhor rendimento e marcas mais premium e focar em maior receita de outras vertentes como as receitas de estacionamento, serviços, mídia etc., que tendem a ter margens mais altas,
Dito isto vamos a análise dos números dos últimos anos:
Entre 2020 a 2024 a receita da empresa teve bom crescimento na qual passou de R$ 797,6 milhões (2020) para R$ 2,7 bilhões (2024). Alguns foram os fatores para este crescimento entre eles: i) retomada da atividade econômica pos pandemia ; ii) Reajustes de contratos de locação / correção de aluguéis; iii) Melhorias de mix de lojistas; iv) Alta taxa de ocupação dos shoppings entre outros.
Na mesma base de comparação o Ebit foi para R$ 1,3 bilhão (2024) ante R$ 340,7 milhões (2020) tendo assim ganho de eficiência em suas operações que podem ser explicados pelos fatores como: i) venda de ativos não rentáveis ; ii) ganhos de sinergia com as fusões da BR Malls e Sierra Brasil ; iii) maior taxa de ocupação que permitiu maior diluição dos custos fixos e ; iv) gestão eficiente do “mix” operacional e fornecedores
Outro ponto positivo é a ausência de dívida onerosa da Allos, ou seja, a empresa foi capaz de crescer com seu próprio caixa sem precisa incorrer em recursos de terceiros para financiar seu crescimento o que representa assim ausência de juros que pressionariam seu resultado final.
Por último seu resultado final teve sólido crescimento passando de R$ 169,1 milhões (2020) para R$ 698,5 milhões (2024). Além dos fatores que impactaram positivamente o resultado da Alos que foram ditos ao longo dessa análise, vale dizer que o setor de shoppings centers em sua apuração de resultado é bastante impactado pela rubrica valor da propriedade dos investimentos, ou mais conhecido como impairment, que tem um efeito não caixa porém colabora significativamente para impactar de forma positiva ou negativa a apuração de cada resultado e que com isso deveriam ser expurgados dessa avaliação sobre a lucratividade da empresa.
Disclaimer:
Este artigo tem finalidade exclusivamente educacional e informativa. Os comentários sobre a Allos (ALOS3) referem-se à interpretação de demonstrações financeiras, indicadores econômicos e fatos públicos divulgados pela companhia. O conteúdo não representa recomendação de investimento, relatório de análise ou oferta de compra ou venda de valores mobiliários. As decisões de investimento são de responsabilidade exclusiva do investidor.